Tema:
Somente Deus é digno de louvor—porque Seu nome é bom, Seu poder é incomparável e Seu cuidado de aliança perdura.
Tom:
Jubiloso e reverente.
Estrutura:
Um convite à adoração seguido de razões: o louvor é ordenado, depois ancorado no governo soberano de Deus, em Sua poderosa redenção, em Seu dom fiel e no vazamento dos ídolos—terminando com uma bênção reunida.
O Chamado
O salmo começa reunindo a comunidade de adoradores numa única postura: “Louvem o SENHOR.” Não é inspiração privada, mas devoção pública—sacerdotes, servos e todos os que ficam na casa de Deus são convocados a desviar a atenção de si mesmos para o nome do Senhor. A abertura soa como entrar nos átrios da adoração: um giro deliberado, um foco santo.
A Reflexão
O louvor se aprofunda quando o salmista acrescenta razões consistentes. Deus não é meramente prestativo; Ele é soberano—Ele “faz tudo o que lhe agrada” nos céus, na terra, no mar e nas profundezas. A criação e a providência respondem à Sua vontade, não ao controle humano.
Então a adoração se torna lembrança: o poder do Senhor não é abstrato, mas comprovado na história—Ele feriu o Egito, derrubou reis e deu a Israel uma herança. O coração é levado da admiração à gratidão, da majestade à misericórdia.
Segue-se um contraste nítido: os ídolos são fabricados, mudos, impotentes e, em última análise, deformantes—aqueles que confiam neles tornam-se como eles. Contra esse silêncio está o Deus vivo que age, fala e salva. A verdadeira adoração não é o polimento de objetos religiosos; é a entrega alegre ao Senhor que sozinho tem vida em Si mesmo.
A Decisão
O salmo termina com um coro ampliado de bênçãos. Diferentes grupos do povo de Deus são nomeados e convidados—Israel, Arão, Levi e todos os que temem ao Senhor. O louvor torna-se comunitário e firme, enraizado em Sião, não em humores passageiros. A nota final não é argumento, mas doxologia: Deus continua digno, e Seu povo continua chamado.
O Salmo 135 celebra a liberdade absoluta do Senhor para agir e Sua poderosa libertação do Seu povo—realidades que alcançam sua luz mais clara em Jesus. Em Cristo, a soberania de Deus não é poder distante, mas poder que salva: Aquele que “faz tudo o que lhe agrada” se compraz em redimir pelo cruz e triunfar pela ressurreição.
O aviso do salmo sobre os ídolos também se cumpre na revelação de Cristo sobre o Deus verdadeiro. Jesus expõe todo refúgio falso—qualquer coisa que não possa falar vida, perdoar pecados ou ressuscitar os mortos—e Ele permanece como a imagem viva de Deus, digno da adoração que pertence somente a Deus. Nele, a igreja torna-se o povo reunido que abençoa o Senhor, não apenas a partir do átrio do templo em Jerusalém, mas de todo lugar onde Seu nome é confessado.
Uma palavra-chave neste salmo é “ḥesed” (חֶסֶד), frequentemente traduzida por “amor leal” (v. 14). Refere-se ao compromisso leal da aliança de Deus—amor que não é frágil nem temporário, mas fiel, prometido e duradouro. O louvor aqui não é bajulação; é a resposta adequada à misericórdia da aliança.
“Pois sei que o Senhor é grande, e que o nosso Senhor está acima de todos os deuses.” — Salmo 135:5
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. Quem é convocado no início para se juntar ao clamor público "Louvem ao SENHOR"?
2. Como os ídolos são descritos em contraste com o Deus vivo?