Tema:
O povo de Deus ora por um rei cuja justiça, concedida pelo Espírito, se torne paz mundial e bênção duradoura.
Tom:
Esperançoso e reverente.
Estrutura:
Uma oração pelo governo justo do rei, uma visão dos seus frutos para os pobres e as nações, e uma doxologia final que amplia o foco de um trono para a glória de Deus.
O Clamor
O salmo começa não com aplausos, mas com intercessão: “Dá ao rei o teu juízo.” A primeira emoção é um anseio santo—a consciência de que o poder humano não cura a necessidade humana, a menos que Deus forneça aquilo que falta aos governantes. O coração se volta para cima, pedindo que a autoridade seja modelada pela própria justiça do Senhor, não apenas pela força.
A Reflexão
À medida que a oração se desenrola, os desejos ficam concretos e ternos: defesa dos pobres, libertação dos aflitos, derrota do opressor. O poder real é medido pela misericórdia. O salmista imagina um reinado que cai como chuva sobre a relva cortada—silencioso, nutritivo, persistente—até que a justiça não seja apenas imposta, mas sentida como paz.
Então o horizonte se amplia. O governo desse rei alcança “de mar a mar”, atraindo nações distantes a uma homenagem reverente. Ainda assim, o centro não é a conquista imperial; é a propagação da bênção. O rei é louvado porque “livra o necessitado quando clama”—um retrato de autoridade que se inclina para ouvir. Nessa visão, a justiça não é ordem fria; é vida restaurada, dignidade protegida, oração que sobe e sustento cotidiano dado. A esperança do povo torna-se global: todas as nações abençoadas, toda a criação respondendo com adoração.
A Resolução
O salmo termina com doxologia—glória ao Deus que só ele faz coisas maravilhosas. O anseio que começou com “dá” conclui-se com “abençoado”: confiança de que Deus não é indiferente à injustiça do mundo, e que seu propósito é maior do que qualquer reinado humano. Mesmo a nota final (“As orações de Davi… terminaram”) soa como uma oferta selada: o rei é confiado a Deus, e o futuro à glória divina.
O Salmo 72 é real e vai além de qualquer trono meramente humano. Seu rei prometido é justo sem corrupção, poderoso sem crueldade, universal sem tirania—qualidades que encontram sua plenitude em Jesus Cristo. Ele é o Rei que anuncia boas-novas aos pobres, que ouve o clamor dos aflitos e que arranca a opressão pela raiz.
A bênção mundial do salmo alcança sua plenitude no reinado de Cristo: as nações trazidas não pela força, mas pela graça, e os necessitados valorizados como “preciosos” aos olhos do Rei. Onde reinos terrenos se levantam e caem, o reino de Jesus permanece—sua justiça não é uma reforma momentânea, mas uma restauração duradoura, até que “a terra inteira se encha da sua glória.”
Uma palavra-chave é שָׁלוֹם (shalom) no versículo 3: “Que as montanhas tragam prosperidade/paz ao povo.” Shalom é mais do que a ausência de conflito; é integridade—vida pública ordenada de modo que os vulneráveis estejam seguros, a terra seja frutífera e os relacionamentos sejam restaurados. A “paz” do salmo é fruto da justiça, não um substituto para ela.
“Pois ele livra o necessitado quando clama, o pobre e o que não tem ajudante.” — Salmo 72:12 (NVI)
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. Qual é o pedido inicial feito em favor do rei?
2. De acordo com o versículo-chave do salmo, a quem o rei livra?