Tema:
O Senhor, proprietário de toda a criação, convida um povo purificado para Sua presença, e vem como o vitorioso Rei da glória.
Tom:
Jubilante e cheio de reverência.
Estrutura:
Da proclamação universal, à santidade exigente, ao acolhimento litúrgico: o Salmo começa com a posse cósmica de Deus, desloca-se para o tipo de adorador que pode aproximar-se e culmina em um diálogo de aclamação celebrando a entrada do Rei.
O Chamado
O Salmo se abre erguendo nossos olhos para fora e para cima: o mundo não foi feito por si mesmo, não se governa por si mesmo, não é, em última instância, nosso. Pertence ao Senhor. A adoração começa quando o coração renuncia à ilusão de controle e se coloca pequeno — porém seguro — sob o Criador que fundou a terra.
A Reflexão
Com a majestade de Deus estabelecida, o Salmo volta-se para dentro. Se o Santo é o verdadeiro Rei, então aproximar-se d’Ele não é algo casual. A pergunta pressiona a consciência: quem pode subir, quem pode ficar em pé? A resposta não diz respeito a status exterior, mas à integridade interior — mãos limpas, coração puro, sem adoração falsa, sem lealdade dividida. Ainda assim, essa exigência que examina vem acompanhada de promessa: os que buscam o Senhor não encontram apenas escrutínio; recebem bênção e justiça do Deus que salva. O louvor aqui não é bajulação — é o alinhamento honesto da vida com a santidade de Deus e a busca esperançosa de Sua face.
A Resolução
As linhas finais não terminam em autoexame, mas em proclamação. Os portões são chamados a se abrir largos, como se todas as barreiras devessem ceder à chegada do próprio Deus. A pergunta repetida — “Quem é este Rei da glória?” — torna‑se um crescendo de confissão: Ele é forte, poderoso, vencedor na batalha. O Salmo conclui em adoração que é ousada e pública: o Senhor é recebido não apenas como ajudador, mas como Rei que reina.
O Salmo 24 treina a igreja para reconhecer que a presença de Deus vem a um povo que Ele prepara. Jesus cumpre a santidade do Salmo e seu acolhimento: somente Ele sobe com “mãos limpas” perfeitamente e com “coração puro” inteiramente, e traz Seu povo consigo pela graça. O “Rei da glória” que é “muito forte em batalha” se vê na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte — não por espetáculo, mas através da cruz e da ressurreição. E, enquanto os portões são chamados a erguerem-se, os crentes aprendem a receber Jesus não como um convidado a mais na vida, mas como o Senhor legítimo que entra para reinar.
O título “Rei da glória” usa o hebraico kābôd (כָּבוֹד), que significa “glória” no sentido de peso e esplendor. Não é mera claridade, mas a densidade da presença real de Deus — Sua significância inegável que torna todos os “portões” (toda fronteira e resistência) pequenos, a menos que sejam erguidos.
“Levantem-se, portões, ergam-se, portas antigas, para que entre o Rei da glória!” — Salmo 24:7
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. De acordo com a proclamação inicial do Salmo, a quem pertence o mundo?
2. A que leva a pergunta repetida “Quem é este Rei da glória?” no que diz respeito à confissão sobre Ele?