O começo:
Jesus é conduzido para ser crucificado em Gólgota sob autoridade romana, cercado por soldados, espectadores e líderes religiosos. Enquanto é crucificado entre dois criminosos, a multidão o escarnece e desafia sua identidade e missão. Em meio à violência e à vergonha pública, Jesus pronuncia palavras que revelam seu propósito mesmo enquanto sofre.
O meio:
Da cruz, Jesus ora: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lucas 23:34), e assegura a um criminoso arrependido: “Eu lhe garanto: hoje você estará comigo no Paraíso” (Lucas 23:43). Vendo sua mãe, Jesus confia seu cuidado ao discípulo amado: “Mulher, eis aí o teu filho!” e “Eis aí a tua mãe!” (João 19:26–27). Quando a escuridão cobre a terra, Jesus clama: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mateus 27:46; Marcos 15:34), ecoando o Salmo 22 e expressando a profundidade de seu sofrimento. Perto do fim, ele diz: “Tenho sede” (João 19:28), e após receber vinagre declara: “Está consumado” (João 19:30), sinalizando a conclusão de sua obra.
O fim:
Finalmente, Jesus ora: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23:46), e morre. Os Evangelhos descrevem sinais que acompanham sua morte — como o véu do templo rasgado (Mateus 27:51; Marcos 15:38; Lucas 23:45) — e as testemunhas reagem com temor e espanto. A morte de Jesus marca o momento decisivo de sua Paixão, imediatamente seguido pela confirmação de sua morte e os preparativos para o sepultamento (João 19:31–37).
As sete palavras retratam juntas a crucificação de Jesus como sofrimento verdadeiro e oferecimento intencional. Suas orações e declarações revelam misericórdia para com os inimigos, esperança para o arrependido, cuidado fiel pelos outros e obediência ao Pai mesmo em angústia. As palavras “Está consumado” enfatizam o cumprimento: a missão de Jesus alcança sua conclusão pretendida, em continuidade com as Escrituras (notadamente os Salmos e temas proféticos). As palavras unem a plena humanidade de Jesus (sede, dor, sofrimento) e seu papel único no plano salvífico de Deus, culminando na entrega confiante ao Pai.
A crucificção era uma forma romana de execução pública projetada para envergonhar e deter rebeliões, tipicamente realizada em locais visíveis próximos a estradas ou áreas da cidade. A menção do vinagre oferecido a Jesus pelos Evangelhos alinha-se com a prática antiga comum: vinagre de vinho barato (latim posca) era uma bebida típica de soldados e trabalhadores, e aparece nos relatos da Paixão como parte da cena da crucifixão (Mateus 27:48; Marcos 15:36; João 19:29).
“Está consumado.” — João 19:30
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. O que Jesus disse a um criminoso arrependido enquanto estava na cruz?
2. Segundo o relato, qual sinal é descrito como acompanhando a morte de Jesus?