O Início:
Jesus vê as multidões que o seguem e sobe a um monte, onde se senta para ensinar. Seus discípulos aproximam-se dele, e Ele começa a falar, abrindo uma coleção mais extensa de ensinamentos comumente chamada Sermão do Monte.
O Desenvolvimento:
Jesus proclama uma série de bênçãos — frequentemente chamadas de bem-aventuranças — descrevendo quem é “bem-aventurado” aos olhos de Deus. Ele menciona os pobres de espírito, os que choram, os humildes, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os de coração puro, os pacificadores e os perseguidos por causa da justiça. A cada bênção, Ele relaciona a fidelidade e o sofrimento presentes ao consolo, à misericórdia, à herança e ao reino vindouro prometidos por Deus.
A Conclusão:
Jesus conclui abordando diretamente a perseguição, chamando seus seguidores de bem-aventurados quando são injuriados e perseguidos por causa dele. Ele os exorta a alegrar-se, fundamentando sua esperança em uma “grande recompensa nos céus” e colocando sua experiência em continuidade com os profetas que também foram perseguidos.
As bem-aventuranças revelam os valores do reino de Deus enquanto Jesus anuncia quem realmente pertence a ele e o que Deus promete fazer por eles. A bênção não está ligada ao poder social ou ao sucesso público, mas à dependência humilde de Deus, à fidelidade à aliança e a uma vida orientada para a justiça. As palavras de Jesus também conectam as adversidades presentes à futura vindicação, mostrando que o reinado de Deus inverte as expectativas humanas e reúne um povo formado pela misericórdia, pela pureza, pela paz e pela confiança na justiça vindoura de Deus.
Nas Escrituras e na tradição judaica, a linguagem de “bem-aventurado” aparece com frequência nos ensinamentos sapienciais e nos salmos (por exemplo, “Bem-aventurado aquele que...”), marcando o caminho favorecido de vida sob Deus. As bem-aventuranças de Jesus ecoam essa forma familiar ao mesmo tempo em que redefinem a honra: ele declara o favor de Deus sobre aqueles frequentemente considerados de baixo status e fala com autoridade como um mestre sentado para instruir — uma postura estabelecida para o ensino público na época.
“Bem-aventurados os pobres de espírito, pois deles é o Reino dos céus.” — Mateus 5:3
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. Para onde Jesus vai quando começa a ensinar as multidões e seus discípulos?
2. O que Jesus diz aos seus seguidores para fazer quando são injuriados e enfrentam oposição por causa dele?