A Sentença e a Libertação de Barrabás

Contexto & Cenário

  • Principal referência bíblica: Mateus 27:15–26; Marcos 15:6–15; Lucas 23:13–25; João 18:38–19:16
  • Período histórico: Início do século I d.C., durante o domínio romano na Judeia
  • Localização geográfica: Jerusalém, na sede do governador romano (pretório)
  • Personagens principais: Jesus; Pôncio Pilatos; Barrabás; sumos sacerdotes e líderes; a multidão

A narrativa

O Início:
Após Jesus ser levado a Pilatos, o governador não encontra base clara para uma acusação capital, mas enfrenta pressão dos líderes religiosos e da multidão reunida. É apresentada ao povo a prática costumeira de libertar um prisioneiro durante a festa como opção.

O Desenvolvimento:
Pilatos coloca diante deles duas figuras: Jesus e Barrabás, um preso associado à violência e à insurreição. Os sumos sacerdotes e líderes persuadem a multidão a pedir Barrabás e a exigir que Jesus seja crucificado. Pilatos questiona a escolha deles e pergunta repetidamente qual mal Jesus havia cometido, mas os gritos aumentam.

O Fim:
Procurando satisfazer a multidão e evitar tumultos, Pilatos solta Barrabás. Mandou açoitar Jesus e, em seguida, o entrega para ser crucificado, ao mesmo tempo em que sinaliza publicamente que a sentença foi proferida em resposta à insistência da multidão.


Significado teológico

Este episódio destaca o paradoxo no centro da narrativa da Paixão: o Messias inocente é condenado enquanto os culpados são libertados. Os Evangelhos apresentam a condenação de Jesus como parte do propósito redentor de Deus, no qual o sofrimento do Servo justo conduz à expiação e à inauguração da nova aliança. A injustiça humana e a conveniência política mostram-se causas reais no processo histórico, contudo servem—sem desculpar o mal cometido—ao plano divino mais amplo que culmina na cruz e na ressurreição.


Contexto histórico e cultural

Governadores provinciais romanos, como Pilatos, eram responsáveis por manter a ordem pública, especialmente durante as grandes festas judaicas, quando a população de Jerusalém aumentava. Distúrbios públicos podiam atrair a atenção imperial, o que ajuda a explicar a preocupação de Pilatos em evitar tumultos mesmo quando ele reconhece a inocência de Jesus na narrativa.


Versículo-chave

“Então soltou o homem que havia sido lançado na prisão por sedição e assassinato … mas entregou Jesus à vontade deles.” — Lucas 23:25

Quizzes

Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.

1. Qual opção costumeira Pilatos apresentou ao povo durante a festa?

2. Segundo o relato, por que Pilatos soltou Barrabás e entregou Jesus para ser crucificado?