O Início:
Israel pede um rei, e o profeta Samuel é instruído pelo SENHOR a ouvir o povo, ao mesmo tempo em que o alerta sobre o custo da monarquia. Saul, um benjamita, sai à procura das jumentas perdidas de seu pai e viaja com seu servo em direção a Samuel, na esperança de que o vidente possa ajudar. O SENHOR revela a Samuel que Saul é aquele a ser nomeado governante de Israel.
O Meio:
Samuel honra Saul durante uma refeição e lhe diz em particular que o desejo de Israel se concentra nele; então o unge com óleo como sinal da escolha do SENHOR. Samuel dá a Saul sinais específicos — encontros e mensagens que confirmam o chamado de Deus — e Saul passa por uma transformação quando “Deus lhe deu outro coração”, e ele profetiza junto a um grupo de profetas. Samuel reúne o povo em Mizpá e, depois de lhes recordar que pediram um rei, supervisiona uma escolha pública por sorteio que identifica Saul.
O Fim:
Saul é encontrado escondido entre as bagagens, mas é trazido à frente e apresentado ao povo, que o aclama como rei. Samuel explica os “direitos e deveres da realeza”, os registra e manda o povo para casa. Alguns respondem com lealdade a Saul, enquanto outros o desprezam, mas Saul inicialmente permanece contido.
Este relato mostra que a monarquia de Israel começa sob a autoridade de Deus: o rei não se autodenomina, mas é escolhido e confirmado pelo SENHOR por meio da palavra profética, da unção e do reconhecimento público. A narrativa reúne duas verdades — o pedido de Israel por um rei reflete um afastamento do governo direto de Deus, e ainda assim Deus atua dentro desse pedido para orientar e preservar seu povo. A unção de Saul destaca que a liderança em Israel deve ser responsável perante a palavra de Deus, e não meramente diante da vontade popular ou da força humana.
No antigo Oriente Próximo, a unção com óleo era um ato reconhecido de comissão, marcando alguém como separado para um papel com aprovação divina. O uso de sortes em Mizpá reflete uma prática israelita aceita para buscar uma decisão pública verificada pela comunidade sob a supervisão de Deus (cf. usos anteriores de sortes nas tradições de Israel), reforçando que a elevação de Saul foi apresentada como dirigida por Deus e não puramente política.
“Porventura o SENHOR não o ungiu para ser príncipe sobre o seu povo Israel?” — 1 Samuel 10:1
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. Por que Saul primeiro viajou com seu servo em direção a Samuel?
2. Onde Saul foi publicamente identificado como rei por meio de um sorteio?