Ensinamento Central:
Lucas introduz a parábola com seu propósito: ensinar que os crentes “devem orar sempre e não desanimar” (Lucas 18:1). O contraste é deliberado: um juiz injusto acaba por conceder justiça apenas porque a súplica persistente se torna um incômodo para ele, enquanto Deus é perfeitamente justo e atento ao seu povo. Se até um juiz injusto acaba por agir, quanto mais Deus responderá aos clamores dos seus eleitos.
A parábola não é uma lição sobre manipular Deus por repetição. Antes, fundamenta a perseverança na oração no caráter de Deus (Ele é justo) e no cuidado de aliança de Deus (os seus “eleitos” pertencem a Ele). A pergunta de encerramento — se o Filho do Homem encontrará fé na terra — relaciona a oração persistente com a fé duradoura no período de espera, especialmente em vista da justiça final na vinda de Cristo.
Elementos-chave ou Argumento:
No mundo mediterrâneo antigo, as viúvas frequentemente eram vulneráveis legal e economicamente, muitas vezes sem um defensor masculino para representá-las em juízo. A escolha de Jesus por uma viúva destaca alguém com pouca alavancagem social — tornando sua persistência uma imagem marcante de apelo determinado por justiça e sublinhando a especial atenção de Deus aos vulneráveis.
“E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite?” — Lucas 18:7
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. Qual propósito é dado a esta parábola?
2. No argumento da parábola, como é o juiz injusto?