Ensino Central: Jesus descreve um proprietário que contrata trabalhadores em diferentes horas do dia, mas paga a cada um o mesmo salário diário. O ponto não é que Deus ignore a justiça, mas que a generosidade de Deus excede aquilo que expectativas estritamente meritórias preveem. Aqueles que trabalharam por mais tempo se sentem injustiçados — não porque foram mal remunerados, mas porque invejam a bondade do proprietário para com outros. A parábola confronta um coração que trata Deus como um empregador cuja “justiça” deve corresponder às nossas comparações, em vez de reconhecê-Lo como o Senhor soberano que dá livremente segundo a Sua própria bondade.
Esse ensino é coerente com a insistência do evangelho de que a entrada no reino é um dom (graça), e que Deus pode conceder posição igual àqueles que chegam “tarde” sem diminuir o que os “primeiros” receberam. Adverte os discípulos contra a inveja e o sentimento de direito, especialmente em questões de recompensa, status e suposta senioridade espiritual.
Elementos-chave ou Argumento:
(Uma leitura responsável evita transformar cada hora de contratação em um código detalhado para fases da vida ou da história da igreja; a ênfase do texto recai sobre a generosidade de Deus e a atitude dos discípulos em relação a ela.)
Um denário era o salário comum de um dia para trabalhadores no mundo romano. Os trabalhadores do dia eram economicamente vulneráveis; ser contratado mesmo no fim do dia podia significar alimento para a própria família. Esse pano de fundo realça a força da generosidade do proprietário: ele não está apenas sendo “legal”, mas suprindo o necessário, ao mesmo tempo em que afirma seu direito de fazer o bem com os próprios recursos.
“Não posso eu fazer com o que é meu o que quiser? Ou tens ciúme porque eu sou generoso?” — Mateus 20:15
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. Na parábola, qual salário o dono da vinha concordou em pagar aos primeiros trabalhadores?
2. Por que os trabalhadores que trabalharam por mais tempo se sentiram injustiçados na história?