A Parábola do Bom Samaritano

Contexto & Antecedentes

  • Referência Bíblica Principal: Lucas 10:25–37
  • Autor / Falante: Jesus Cristo (conforme registrado por Lucas)
  • Audiência Original: Um especialista na Lei (um doutor da lei) testando Jesus, com ouvintes provavelmente incluindo os discípulos de Jesus e a multidão ao redor
  • Tema Central: O verdadeiro amor ao próximo é demonstrado por meio da misericórdia em ação, não limitado por etnia, status ou proximidade religiosa.

💡 Significado & Interpretação

Ensino Central:
Jesus responde a uma pergunta legal (“O que devo fazer para herdar a vida eterna?”) pressionando o interlocutor em direção ao coração da lei de Deus: amor a Deus e amor ao próximo (Lucas 10:27). Quando o especialista tenta restringir o mandamento (“E quem é o meu próximo?”), Jesus o amplia decisivamente. A parábola ensina que “próximo” não é meramente uma categoria a ser definida, mas um chamado a ser encarnado — especialmente em favor dos vulneráveis e dos excluídos socialmente. A misericórdia não é uma piedade opcional; é a expressão adequada de uma vida alinhada com a vontade de Deus.

Ao mesmo tempo, a parábola não apresenta a misericórdia como meio de ganhar salvação por obras. No contexto, Jesus expõe como abordagens autojustificadoras da lei podem evitar suas demandas genuínas. A história funciona tanto como revelação (como é o amor de Deus) quanto como confronto (o quão facilmente a identidade religiosa pode conviver com a falta de amor).

Elementos-chave ou Argumento:

  • O homem ferido: Representa o próximo encontrado em necessidade concreta — alguém cuja vulnerabilidade exige uma resposta. A parábola intencionalmente omite detalhes identificadores, impedindo o ouvinte de limitar a compaixão às “pessoas do meu tipo”.
  • O sacerdote e o levita: Figuras religiosas que veem mas não ajudam. Jesus não explica suas motivações; a ênfase é o contraste entre papel religioso e ação misericordiosa.
  • O samaritano: Um forasteiro socialmente desprezado que, no entanto, age com compaixão. Jesus usa a figura inesperada para mostrar que a verdadeira obediência à intenção de Deus pode aparecer onde os ouvintes menos esperam.
  • A inversão da pergunta: Jesus passa de “Quem se qualifica como meu próximo?” para “Quem provou ser o próximo?” (Lucas 10:36). O amor ao próximo é medido pela iniciativa misericordiosa, não pela demarcação de limites.

Aplicação Prática

  • Pratique a misericórdia como fruto visível do amor a Deus: A devoção genuína é testada na resposta compassiva às necessidades humanas reais, especialmente quando isso é inconveniente ou custoso.
  • Deixe Jesus redefinir seu “próximo” além do conforto e da tribo: Os cristãos são chamados a amar através de linhas sociais, étnicas, religiosas e políticas, refletindo a compaixão imparcial de Deus.
  • Recuse a justiça que se autojustifica: A parábola adverte contra usar o conhecimento religioso para minimizar a obediência. Um coração transformado se expressa em ação misericordiosa para com aqueles que Deus coloca em nosso caminho.

Perspectiva Histórica & Cultural

Judeus e samaritanos tinham uma hostilidade de longa data enraizada em conflito histórico, étnico e religioso. Ao fazer um samaritano o modelo do amor ao próximo, Jesus confronta deliberadamente o preconceito e mostra que a misericórdia cumpre a intenção da lei mais verdadeiramente do que status ou proximidade religiosa.


Versículo-chave

“Qual destes três você acha que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?” — Lucas 10:36

Quizzes

Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.

1. Que pergunta o perito na lei fez a Jesus que deu início ao ensinamento da parábola?

2. De acordo com o versículo-chave, que pergunta Jesus faz sobre as três pessoas da história?