O começo:
Nabucodonosor, rei da Babilônia, relata um sonho inquietante e convoca os sábios para interpretá‑lo, mas nenhum consegue fornecer uma resposta. Daniel é chamado, e o rei descreve uma grande árvore no meio da terra que cresceu imensa e visível até os confins da terra, fornecendo alimento e abrigo para muitos.
O desenvolvimento:
No sonho, um “vigia”, descrito como um santo, ordena que a árvore seja cortada, deixando apenas o toco preso com ferro e bronze. O decreto declara que a mente do sujeito será mudada de humana para animal e que “sete tempos” passarão sobre ele, para que os vivos saibam que o Altíssimo governa sobre os reinos e os dá a quem quer. Daniel explica que a árvore representa Nabucodonosor e seu vasto domínio, e que o juízo significa que o rei será expulso da sociedade humana para viver como um animal até que reconheça a soberania de Deus. Daniel exorta o rei a abandonar o mal e a praticar misericórdia, na esperança de obter alívio do juízo anunciado.
O fim:
Cerca de doze meses depois, enquanto Nabucodonosor se gaba de Babilônia e credita seu próprio poder e majestade, a sentença se cumpre: ele é humilhado, perde o juízo e passa a viver em condição bestial até que o tempo determinado passe. Quando seu entendimento retorna, ele ergue os olhos para o céu, bendiz o Altíssimo e reconhece o domínio eterno de Deus. Sua honra real e o reino lhe são restaurados, e ele publicamente louva a Deus como justo e capaz de humilhar os orgulhosos.
Esse relato destaca a soberania de Deus sobre governantes e impérios, mostrando que o poder humano presta contas ao Altíssimo, que concede autoridade e pode retirá‑la. O juízo não é meramente punitivo, mas visa à revelação — para que os vivos reconheçam o governo de Deus — e conduz à restauração quando Nabucodonosor reconhece a supremacia divina. No contexto do Exílio, a história encoraja Judá deslocada ao mostrar que o poder da Babilônia não é absoluto; Deus permanece rei sobre a história e pode humilhar o orgulho imperial enquanto preserva seus propósitos.
Na ideologia real do antigo Oriente Próximo, reis frequentemente se apresentavam como governantes favorecidos por divindades, e obras monumentais de construção eram celebradas publicamente como provas de legitimidade. A ênfase de Daniel 4 em um rei que se gaba de suas realizações encaixa‑se nesse contexto cultural, enquanto o símbolo da árvore ecoa imagens antigas comuns de um governante ou reino como uma árvore que dá vida e abriga povos sob seus ramos.
“E ele pode humilhar os que andam com orgulho.” — Daniel 4:37
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. No sonho de Nabucodonosor, o que foi ordenado que ficasse depois que a grande árvore foi cortada?
2. O que Nabucodonosor fez quando sua inteligência foi restaurada após o tempo determinado?