O Cenário Inicial: Depois que Jonas finalmente prega em Nínive, a cidade responde com arrependimento amplo — o povo jejua, abandona a violência, e até o rei se humilha. Deus então se compadece e revoga a desgraça anunciada. Jonas, contudo, fica irado e se retira para leste da cidade, construindo um abrigo para ver o que aconteceria.
As Imagens Centrais: Deus suscita uma sequência de elementos vívidos ao redor do abrigo de Jonas:
| Símbolo | Significado / Interpretação |
|---|---|
| A planta/videira (hebraico qiqayon) | Um consolo dado por Deus a Jonas “para livrá-lo do seu desconforto” (Jonas 4:6). Expõe os apegos equivocados de Jonas: ele se alegra por um benefício pessoal, mas resiste à misericórdia mostrada a outros. O ponto é ético e teológico, não botânico. |
| O verme | Um instrumento da soberania de Deus que retira o consolo de Jonas (Jonas 4:7). Funciona como um sinal corretivo, revelando quão rapidamente a alegria de Jonas se transforma em ira quando o consolo lhe é tirado — espelhando sua ira quando o juízo é suspenso sobre Nínive. |
| O vento oriental escaldante e o sol | Uma imagem de aflição e vulnerabilidade (Jonas 4:8). Nas Escrituras, o vento do leste pode representar condições duras ou aflição assemelhada ao juízo (cf. Êxodo 14:21; Salmo 48:7; Oséias 13:15). Aqui intensifica a lição: a compaixão de Jonas é superficial quando o desconforto retorna. |
Interprete os símbolos principalmente pela Própria Escritura, evitando simbolismos modernos ou especulativos.
Esta cena semelhante a uma profecia comunica o caráter de Deus por meio de uma lição encenada:
Como o público original teria entendido: Israel conhecia a Assíria como uma potência imperial ameaçadora. A ideia de que Deus pouparia Nínive após arrependimento teria sido chocante. Ainda assim, o episódio insiste que o Senhor não é um deus tribal — Ele é o Criador e Juiz de todas as nações (cf. Jonas 1:9–10), atento ao arrependimento genuíno (cf. Jeremias 18:7–8).
Significado próximo, futuro e tipológico (sem linhas do tempo especulativas):
Nínive e a Assíria eram símbolos do domínio imperial no Antigo Oriente Próximo. A reputação da Assíria por intimidação e violência ajuda a explicar a hostilidade e o medo de Jonas. A ira de Jonas não é apenas pessoal; reflete a tensão profunda de ouvir que o Deus de Israel poderia poupar uma potência estrangeira brutal se esta se humilhasse — ainda assim a narrativa insiste que a compaixão de Deus se estende mesmo aos inimigos de Israel quando estes se arrependem (cf. Jonas 3:8–10).
“E eu não terei compaixão de Nínive, aquela grande cidade, na qual há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem distinguir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e muitos animais?” — Jonas 4:11
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. Depois que Jonas pregou em Nínive, como a cidade reagiu?
2. Que sequência de eventos Deus estabeleceu ao redor do abrigo de Jonas?