O Início:
Após sua prisão, Jesus é levado ao sumo sacerdote e apresentado ao conselho dirigente de Israel. O Sinédrio reúne-se para interrogá-lo, buscando fundamentos para um veredito decisivo. A atmosfera é tensa, com questões religiosas e políticas intensificadas no período da Páscoa.
O Desenvolvimento:
Testemunhas se apresentam, mas seus depoimentos são contraditórios e não estabelecem uma acusação clara. Jesus é pressionado a falar sobre sua identidade e autoridade, e responde de maneira que liga sua missão às Escrituras de Israel, referindo-se ao Filho do Homem e à sua relação com Deus. O sumo sacerdote interpreta a confissão de Jesus como blasfêmia, e o conselho declara-o merecedor da morte. Em seguida, Jesus é zombado, agredido e maltratado por aqueles que o detêm.
O Desfecho:
Com um veredito alcançado, Jesus permanece sob guarda enquanto a liderança avança para formalizar a decisão. Como a autoridade para executar pena capital estava nas mãos de Roma, prepara-se a entrega de Jesus ao governador romano para a sentença. A audiência perante o Sinédrio torna-se, assim, a ponte imediata entre a prisão de Jesus e sua apresentação diante de Pilatos.
Esta cena destaca o testemunho fiel de Jesus diante da acusação e sua disposição em sofrer como parte do plano redentor de Deus. O julgamento centra-se na identidade de Jesus — se ele é o Messias e como se relaciona com Deus — mostrando que seu caminho até a cruz não é um acidente, mas o desenrolar do propósito divino. Diante do julgamento injusto, a narrativa enfatiza a soberania de Deus: as autoridades humanas rejeitam Jesus, porém essa rejeição torna-se meio pelo qual a salvação é realizada.
No período do Segundo Templo, o Sinédrio atuava como o principal conselho judaico de Jerusalém, especialmente preocupado com questões legais, a supervisão do templo e a ordem pública. Sob o governo romano, líderes locais frequentemente lidavam com disputas internas, mas em geral precisavam da aprovação romana para a pena capital, o que ajuda a explicar por que Jesus é posteriormente levado ao governador.
“Ainda o sumo sacerdote lhe perguntou: — Você é o Messias, o Filho do Bendito? — Eu sou — respondeu Jesus — e vocês verão o Filho do Homem assentado à direita do Poder e vindo nas nuvens do céu.” — Marcos 14:61–62
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. Por que Jesus foi preparado para ser entregue ao governador romano após o veredito do conselho?
2. Que problema surgiu com os depoimentos das testemunhas durante a audiência?