O Cenário Inicial:
João vê uma cena de tribunal definitivo e de finalidade cósmica. Aparece um grande trono branco, e Aquele que está assentado nele é tão majestoso que “a terra e o céu fugiram”, sinalizando que a ordem presente não pode subsistir diante da santidade e autoridade divinas.
As Imagens Centrais:
João relata essas imagens tal como as vê, antes de oferecer qualquer explicação.
| Símbolo | Significado / Interpretação |
|---|---|
| Grande trono branco | Um retrato da suprema autoridade judicial de Deus e da sua pureza moral. Tronos costumam simbolizar governo e julgamento nas Escrituras (cf. Daniel 7:9–10). “Branco” no Apocalipse muitas vezes conota pureza e justiça (cf. Apocalipse 1:14; 3:4–5). |
| Terra e céu fugiram | A presença esmagadora de Deus diante da qual a criação presente não pode subsistir como existe agora — sugerindo uma transição para a ordem final de Deus (cf. 2 Pedro 3:10–13; Apocalipse 21:1). O texto enfatiza inevitabilidade e totalidade, não uma física detalhada do fim. |
| Os livros / livro da vida | Imagética de tribunal com registros e veredito. “Livros” refletem ações responsabilizáveis (cf. Daniel 7:10). O livro da vida significa pertença a Deus e receber vida (cf. Êxodo 32:32–33; Salmo 69:28; Apocalipse 3:5; 13:8). O Apocalipse mantém juntas a responsabilidade humana real (“segundo as obras que tinham feito”) e a determinação salvífica de Deus (“livro da vida”). |
| Mar / Morte / Hades | Alcance abrangente: nenhum domínio pode reter os mortos diante da convocação de Deus. “Hades” é o domínio dos mortos na linguagem bíblica (cf. Lucas 16:23; Atos 2:27). O mar frequentemente simboliza as profundezas indomáveis (cf. Jó 38:8–11) e, no Apocalipse, pode evocar o caos; aqui funciona para mostrar que todos os mortos são ressuscitados para o julgamento. |
| Lago de fogo / segunda morte | A derrota final e a remoção do mal, retratada como julgamento culminante (Apocalipse 20:14–15). “Segunda morte” expressa a irrevogabilidade final. Os intérpretes cristãos divergem em alguns detalhes de como descrever esse destino, mas a afirmação central do Apocalipse é clara: Deus encerra final e decisivamente a morte e toda rebelião. |
Interprete os símbolos primariamente à luz da Própria Escritura, evitando simbolismos modernos ou especulativos.
Esta visão revela responsabilidade final e universal diante de Deus e o triunfo último da justiça divina.
Como o público original pode ter compreendido:
Cristãos vivendo sob o poder romano — onde cortes imperiais podiam condenar inocentes — ouviriam isto como uma proclamação de que o tribunal de Deus é o tribunal final. Impérios terrenos não têm a palavra definitiva; Deus a tem.
No mundo antigo do Próximo Oriente e greco-romano, reis eram frequentemente retratados como juízes supremos que se assentavam em tronos para proferir veredictos. Os profetas bíblicos usaram imagética semelhante de tribunal real (notadamente Daniel 7) para declarar que Deus, e não qualquer império, detém a autoridade última. O Apocalipse recorre a esse cenário familiar de corte real para comunicar uma afirmação inequívoca: o Criador é o juiz final de toda a terra.
“Vi então um grande trono branco e o que nele estava assentado. Da sua presença fugiram a terra e o céu, e não se encontrou lugar para eles.” — Apocalipse 20:11 (NVI)
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. O que aconteceu com a terra e o céu na visão de João quando Aquele que estava assentado no grande trono branco apareceu?
2. De acordo com a visão, o que foi lançado no lago de fogo?