O começo: Depois que os exilados retornados reedificam o muro de Jerusalém, o povo se reúne como um só em Jerusalém e pede a Esdras que traga o Livro da Lei de Moisés. Esdras fica diante da assembleia e lê publicamente a Lei de manhã até o meio-dia. O povo responde com reverência — ficando de pé, bendizendo ao SENHOR e inclinando-se em adoração.
O meio: Os levitas ajudam a multidão a entender o que é lido, explicando o sentido para que o povo compreenda o significado da Lei. Quando as pessoas começam a chorar, Esdras e Neemias as exortam a considerar o dia como santo, a regozijar-se e a compartilhar alimentos com os que não têm. À medida que a Lei é estudada mais a fundo, os líderes descobrem o mandamento de celebrar a Festa dos Tabernáculos, e o povo a observa com grande alegria. Em uma assembleia posterior, a comunidade jejua, confessa o pecado, recapitula a fidelidade de Deus ao longo da história de Israel e reconhece sua contínua necessidade de misericórdia.
O fim: O povo celebra uma aliança renovada, comprometendo-se à obediência, inclusive em questões de culto, dias santos e apoio ao serviço do templo. Também se comprometem a evitar práticas que tinham comprometido o chamado distintivo de Israel. As reformas visam restaurar a vida em Jerusalém em torno da palavra revelada de Deus e das responsabilidades da aliança.
Esta história destaca a fidelidade da aliança de Deus: após o juízo e o exílio, o SENHOR preserva um remanescente e os restaura para que possam novamente viver como seu povo. A leitura pública e a explicação da Lei mostram que a verdadeira renovação está enraizada na palavra de Deus — ouvida, compreendida e respondida com adoração, arrependimento e compromisso obediente. A narrativa também une alegria e arrependimento: a santidade de Deus expõe o pecado, mas sua misericórdia convoca seu povo a celebrar e a voltar-se para ele. A renovação da aliança não é apresentada como autopurificação, mas como um realinhamento renovado com o Deus que já agiu para restaurar e sustentar seu povo.
A leitura pública de textos autoritativos e os compromissos comunitários de aliança eram características reconhecidas da vida política e religiosa do Antigo Oriente Próximo. Na comunidade pós-exílica, uma assembleia desse tipo reforçava a identidade compartilhada e a responsabilidade mútua, especialmente importante para uma população pequena e vulnerável que reconstruía Jerusalém sob o domínio persa.
“Leram do livro da Lei de Deus, claramente, e explicaram o sentido, para que o povo entendesse a leitura.” — Neemias 8:8
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. Quando o povo se reuniu em Jerusalém, o que pediram a Esdras que trouxesse?
2. O que Esdras e Neemias disseram ao povo que fizesse quando começaram a chorar?