O começo:
Em Antioquia, alguns homens vindos da Judeia ensinaram que os crentes gentios precisavam ser circuncidados segundo o costume de Moisés para serem salvos. Paulo e Barnabé disputaram fortemente essa alegação, e a igreja os encarregou de ir a Jerusalém para consultar os apóstolos e os anciãos sobre a questão.
O desenvolvimento:
Em Jerusalém, o debate se acirrou quando alguns crentes do partido dos fariseus insistiram que os gentios deveriam ser circuncidados e obrigados a guardar a Lei de Moisés. Pedro lembrou à assembleia que Deus havia concedido o Espírito Santo aos gentios e não fizera distinção, purificando seus corações pela fé, e advertiu contra impor sobre eles um jugo insuportável. Paulo e Barnabé então relataram os sinais e maravilhas que Deus havia feito entre os gentios. Tiago respondeu citando os profetas para mostrar que o plano de Deus incluía os gentios, e propôs uma decisão pastoral para recebê-los sem circuncisão, pedindo ao mesmo tempo práticas específicas que sustentassem a santidade e a comunhão.
O desfecho:
Os apóstolos e os anciãos, com toda a igreja, concordaram e enviaram uma carta de volta a Antioquia com Judas Barsabás e Silas, afirmando que os crentes gentios não eram obrigados a ser circuncidados. A carta solicitava que se abstivessem de coisas sacrificadas a ídolos, da imoralidade sexual, do que foi estrangulado e do sangue. Quando a igreja em Antioquia leu a mensagem, regozijou-se com o encorajamento, e a missão continuou com unidade fortalecida.
O Concílio de Jerusalém esclareceu publicamente que a salvação se fundamenta na graça de Deus e é recebida mediante a fé, não sendo garantida pela adoção de sinais fronteiriços da aliança mosaica, como a circuncisão. Ao mesmo tempo, a orientação do concílio mostra que a liberdade cristã é orientada para o amor, a santidade e a unidade de um povo de Deus multiétnico. A decisão afirma que os gentios são membros plenos da comunidade renovada da aliança de Deus por meio de Cristo e do dom do Espírito Santo.
A circuncisão funcionava no Judaísmo do Segundo Templo como sinal da aliança e um importante marcador de identidade que distinguia judeus de gentios (Gênesis 17). Em congregações mistas judaico–gentias, questões sobre comunhão à mesa e impureza ritual eram pontos práticos de conflito; as abstinências solicitadas pelo concílio refletem preocupações que permitiriam uma vida comunitária compartilhada ao mesmo tempo em que se afastavam decisivamente da idolatria e das práticas sexuais pagãs comuns no mundo greco-romano.
“Mas cremos que por meio da graça do Senhor Jesus seremos salvos, do mesmo modo que eles.” — Atos 15:11
Responda as perguntas abaixo. Ao escolher uma alternativa, você verá o resultado e uma explicação.
1. Por que Paulo e Barnabé foram designados pela igreja para irem a Jerusalém?
2. De acordo com a carta enviada a Antioquia, de quais práticas se pediu que os crentes gentios se abstivessem?